sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O olhar do tempo

Eu olho o tempo sem nenhuma esperança,
olhar fixo, parado, perdido em pensamentos

O tempo olha pra mim,olha dentro dos meus olhos,
olhar fixo,vivo, cheio de expectativas

E ele me diz que já viveu o suficente para assistir
diversos invernos, muitos verões e inúmeros outonos,
e que jamais faltou a primavera

Que ao longo de várias geraçoes ele viu a chuva cair forte,
as vezes por tenebrosos longos dias, meses até.
Mas era certo que o sol surgia, com uma força tal
que resplandecia toda escuridão.

Diz que assistiu grandes guerras,
acompanhou homens em muitas batalhas,
presenciou a dor, a tortura e a morte.
E que a morte jamais prevaleceu sobre a vida.
A vida sempre ressurgia
e homens, mulheres, crianças, cidades inteiras
se reerguiam das cinzas. 

By Elisa

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